3 REFERÊNCIAS AO TARANTINO EM QUENTIN TEM QUE MORRER [RESENHA + ENTREVISTA]

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Conheça o livro Quentin tem que morrer através de 3 grandes referências ao trabalho de Tarantino e contribua com o projeto no Catarse até o dia 8 de abril.


APOIE O PROJETO NO CATARSELEIA O PREFÁCIO NO PIPOCA MUSICAL

* Em compromisso com o leitor, o Pipoca Musical informa que este vídeo contém conteúdo patrocinado. O autor apoiou o canal para leitura e análise honesta de sua obra de ficção.

ENTREVISTA COM SAMUEL CARDEAL

QUENTIN TEM QUE MORRER - SANTANA CARDEAL

“Comecei a ler, de fato, muito tarde, acho que por volta dos 25. Antes disso, meu fascínio pela ficção veio por meio do cinema”, conta Samuel Cardeal, escritor nascido em 1986 que compartilha muitas de suas leituras no site Desarranjo Cerebral. Em 2012 ele cismou que queria ser cineasta e deu início a um roteiro próprio.

No meio do processo ele percebeu que a perspectiva para aquele trabalho seria quase zero: era uma história futurista, pós-apocalíptica, envolvendo locações em diversos países. “Mesmo que fosse bom (o que não era) e eu tivesse contatos para fazê-la chegar em uma produtora (não tinha), seria algo inviável no Brasil”, diz. O roteiro acabou virando seu primeiro romance e até hoje ele luta pra conseguir colocar todas as suas ideias no papel.

PARTE I: A ESCRITA

“Acho que o primeiro filme do Tarantino que assisti pra valer, já adulto, foi Bastardos Inglórios e o filme me pegou”, compartilha. Apaixonado pelas interpretações dos artistas que trabalham sob direção do Tarantino, e também pelo roteiro constante, Samuel ficou hipnotizado. Escolher o favorito é até difícil, mas ele mostra a predileção por Django Livre – “aquilo é lindo de morrer” – também ao citar uma frase do filme na abertura do seu novo livro, Quentin tem que morrer.

De tudo o que já escreveu, aliás, este foi o livro que ele mais se divertiu fazendo. “Diferente de outros livros meus, alguns com dramas bem densos, Quentin é uma festa, um convite à diversão, e essa diversão começou na escrita”.

Antes de começar o argumento e o resumo dos capítulos, Samuel se preparou da forma mais divertida possível: assistindo todos os filmes dirigidos e escritos pelo Tarantino mais uma vez. “Essa foi a parte mais fácil. Depois executei meu processo normal, de argumento seguido a um resumo um pouco mais detalhado, já definindo os capítulos. Eu fui encaixando as referências naturalmente, conforme a história evoluía. Tentei não forçar nada apenas para ter determinada referência, mas que se encaixasse na narrativa”, comenta. Esse é um ponto que fica muito transparente no livro – as coisas fluem.

A parte mais complicada, é claro, gira em torno da divulgação. Um autor independente tropeça em muitas coisas que vão além da escrita. Divulgar é difícil, ter capital para publicidade em massa, como uma grande editora faria, nem sempre é possível.

“E ainda há o preconceito. Muitos leitores, infelizmente, ainda julgam tudo que é nacional como ruim. Se o tal autor nacional não é publicado por uma grande editora, esse preconceito aumenta ainda mais. Se o livro dele é exclusivamente digital, piora mais um pouco. Se o gênero não é o do momento, então, sai de perto!”, comenta.

O Samuel já vem acompanhando o Pipoca Musical há algum tempo, comentando nos vídeos e nas redes sociais, interagindo, compartilhando, criando uma aproximação maior. O convite dele para a leitura prévia do livro a ser financiado pelo Catarse foi muito bem vindo por aqui – topei compartilhar as impressões com os leitores e inscritos principalmente porque Quentin Tarantino é um diretor que admiro há bastante tempo e a proposta do livro sempre foi despretensiosa e divertida.

Quando pergunto se ele mudaria algo na obra, ele responde algo que serve (ou deveria servir) de guia pra muita gente: “Uma obra nunca será perfeita, e, mais cedo ou mais tarde, você tem que decidir em considerá-lo concluído, ou escondê-lo para sempre. E livros devem ser lidos, não dá pra tratar o próprio trabalho como um garoto numa bolha antisséptica. Acredito que nenhum escritor vai evoluir tudo o que pode num único trabalho, então, ainda que não esteja perfeito, ainda que eu mesmo consiga perceber falhas no livro, considero que ele está como deveria estar.

PARTE II: O CATARSE

Em fevereiro de 2017 lançou um projeto no Catarse para imprimir Quentin tem que morrer e conta com o apoio de outros leitores tão apaixonados quanto ele pelo trabalho do diretor mais sanguinolento de todos.

Para o autor independente, bancar uma tiragem é complicado, tanto pelo custo quanto pela logística. Dessa forma, Samuel optou por lançar o projeto no Catarse e contar com o apoio de diversos leitores interessados em dar algumas boas risadas com sua obra. “Muita gente não está aberta aos livros digitais e às vezes as pessoas que se interessam pelo meu livro morrem por dentro quando respondo que só tem e-book”, comenta. Uma das recompensas do Catarse é o livro em pdf para leitura digital (por R$10), mas há a edição física também (por R$25 com frete grátis).

“Se o livro fizer alguns leitores se divertirem, estou mais que satisfeito. Quero apenas que terminem o livro sorrindo, que vibrem com alguns assassinatos e que, algum tempo depois, sintam uma ponta de culpa para acharem algo tão violento divertido”, conclui Samuel.

PARTE III: SÓ VALE UMA RESPOSTA

Mr. Pink ou Mr. Blonde?
Mr. Pink, pois também não acredito em gorjetas.

Silêncios desconfortáveis ou papos animados?
Papos animados. Não existe silêncio na minha cabeça (as vozes não param de falar).

Quarter pounder ou royale with cheese?
Royale With Cheese, parece mais chique (e eu nunca comi no McDonalds)

Aldo the Apache ou Jew Hunter?
Jew Hunter, porque ele tem um taco e uma cara de maníaco.

Hans Landa ou King Schultz?
King Schultz, porque ele não resiste.

Django ou Pulp Fiction?
Django. Não pergunte o motivo.

E aí? Ficou curioso pra conhecer o trabalho do autor? Você pode apoiar o projeto no Catarse até o dia 8 de abril. Compartilhe esse post! :)

QUENTIN TEM QUE MORRER

Ficha Técnica

Título: Quentin tem que morrer
Autor: Samuel Cardeal
Contribua no Catarse: Clique aqui
Saiba mais: SiteFacebookSkoob

CONHEÇA O PROJETO “QUENTIN TEM QUE MORRER” NO CATARSE

Eu não sei vocês, mas eu sou muito chegada nas obras do Tarantino. Acho incrível como ele consegue mesclar referências e transformar seus trabalhos em coisas que vão além do entretenimento. Entre um filme e outro, pescando alguns livros sobre o diretor mais sanguinolento de todos, Samuel Cardeal surge com uma proposta que homenageia o […]

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