CONHEÇA O PROJETO “QUENTIN TEM QUE MORRER” NO CATARSE

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QUENTIN TEM QUE MORRER - SANTANA CARDEAL

Eu não sei vocês, mas eu sou muito chegada nas obras do Tarantino. Acho incrível como ele consegue mesclar referências e transformar seus trabalhos em coisas que vão além do entretenimento.

Entre um filme e outro, pescando alguns livros sobre o diretor mais sanguinolento de todos, Samuel Cardeal surge com uma proposta que homenageia o cineasta que ele tanto curte: um livro inspirado em Quentin, brincando com várias cenas dos filmes dele e de outros clássicos, inclusive referenciando uma ou outra coisa. Quentin tem que morrer acabou ganhando espaço no Catarse para virar uma edição física com tudo o que tem direito.

Eu fiz uma leitura antes do projeto ser lançado e dei muitas risadas com o livro. Vou compartilhar as impressões de leitura com vocês na próxima semana. Até lá, conheçam o projeto através das palavras do próprio Samuel, que gentilmente cedeu o texto do prefácio para publicação exclusiva aqui no Pipoca Musical.

VÍDEO DA CAMPANHA NO CATARSE


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Everybody be cool, this is a robbery

Por Samuel Cardeal

Naquele dia, uns quinze anos atrás, cheguei em casa por volta das dez e meia da noite, se me lembro bem (claro que eu não me lembro bem, são quinze anos!), uma mulher de amarelo fatiava homens de terno, o assoalho era uma piscina vermelha. Na ocasião, achei aquilo violento e desinteressante. Afinal, que graça pode haver em sangue e membros decepados? É. Eu, adolescente que era, não sabia muitas coisas sobre coisa alguma. Não sabia quem era Quentin Tarantino, talvez pensasse que o sobrenome caísse bem em um rótulo de molho de tomate. Claro que minha mãe e minha irmã não gostaram do que viram na tela; as prateleiras de uma locadora de vídeos (pesquise no Google, isso já foi muito popular) sempre guardavam tesouros, mas também armadilhas aos menos atenciosos.

Eu já havia assistido Pulp Fiction em numa noite comum de sábado, em alguma sessão de filmes do SBT, que com certeza não existe mais. Mas, com treze ou quatorze anos de idade, pegando o filme pelo meio, cochilando um momento ou outro durante a exibição, indo para o banheiro no intervalo e voltando já com o filme de volta, só consigo lembrar que não entendi muita coisa.

Assim como o meu hábito de leitura, bem como a vontade pouco inteligente de escrever, minha paixão pela obra de Tarantino veio tarde. Perdi a oportunidade de ver vários de seus filmes na tela grande, mas, quando bateu, bateu com força. Foi vendo e revendo seus filmes que entendi o quanto sua obra é bem mais que diálogos descolados e referências à cultura pop. É uma arte cheia de detalhes, nuances e camadas. Não era cilada, era amor. E foi desse amor regado a sangue, chumbo e pólvora que nasceu Quentin Tem Que Morrer.

Antes que você pense bobagem, este trabalho não é uma tentativa de ser um novo Tarantino ou querer igualar minha obra às dele. Jamais será anunciado como “Pulp Fiction encontra Bastardos Inglórios” ou qualquer comparação esdrúxula do tipo. É apenas uma homenagem despretensiosa ao meu cineasta favorito.

Quentin Tem Que Morrer busca referências em todo o trabalho de Tarantino, na história de vida do diretor e ainda em diversos filmes de outros realizadores. Mas não foi escrito para se levar a sério, nem para ser levado a sério. É uma história para divertir, entreter, uma aventura leve, cheia de humor negro, sangue, ação, mais sangue e mais humor negro.

Se você espera grandes reflexões, este livro não é para você. Se espera um enredo difícil de compreender, inovador e pretensamente genial, cult e arrojado, sinto muito, feche o livro e procure uma nova obra. Mas se você quer algumas páginas de diversão descompromissada, sangue, tiros e poeira, seja bem-vindo ao meu mundo; essa é a porta de entrada para os cantos mais caóticos da minha mente. Desculpe a bagunça e sinta-se em casa.

CONHEÇA O PROJETO NO CATARSE

Você pode apoiar este projeto até o dia 08/04/2017. Com R$10 de apoio no projeto Quentin tem que morrer você recebe o e-book do livro + 3 e-books do Samuel Cardeal.

Se você preferir receber uma edição física, tem um kit com 1 exemplar do livro impresso, 1 e-book, marca página e botton e frete grátis com apenas R$25.

Se estiver disposto a pagar mais, há um valor de apoio de R$9.999 que contempla a alma do autor em ritual de escolha do colaborador, sendo proibidos sacrifícios e orgias sexuais sem consentimento de todos os envolvidos e com previsão de entrega para dezembro, pra que ele possa aproveitar o natal com a família.

E aí, pronto pra apoiar?

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