Qual a minha idade, mais uma vez ?

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De início, achei que meu primeiro post por aqui fosse ser relacionado a alguma referência punk, no bom e velho estilo Sid Vicious (Sex Pistols) ou Jello Biafra (Dead Kennedys) de chutar o balde.

Depois pensei que, talvez, fosse alguma história sobre a fase adolescente, com os fones de ouvido a todo volume, descendo algum corrimão qualquer de patins e cantando “What’s My Age Again” do blink-182.

E com a passar dos anos “aborrecentes”, aquela estrofe da banda Junk – Vamo é Comemorá – começa a ter algum sentido: “Mesmo bagunçando a gente aprende e mais tarde a turma vira gente. Vai de gravatinha pro emprego. Começa o desespero“.

Suas noites insones são trocadas por oito horas diárias de trabalho, aquela cerveja tri gelada pela manhã se transformou em um café sem açúcar e o mais próximo que o seu escritório consegue ser da praia que você tinha antes é ter o formato de um aquário, feito de divisórias moduladas.

Você começa a entender que a cena musical não se resume apenas em “stages diving” ou rodas punk no meio do Fórum Social Mundial. Você começa a “ouvir” ao invés de balançar a cabeça. Percebe que em todo estilo musical há uma lição a ser aprendida. Boa ou ruim.

Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos. Quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos“, é o que canta Fábio Jr., em Vinte e Poucos Anos, ao mostrar que, apesar da idade e responsabilidades, todos nós temos aquela essência jovem viva dentro de nós que grita por um pouco de liberdade.

Então percebemos que somos um pouquinho “disso” e “daquilo” quando vamos para o trabalho, vestindo nossos jeans, camiseta e All Star. Já podemos dizer que somos responsáveis, que temos obrigações diárias e prazos a serem cumpridos, mas que não deixamos a nossa cerveja de lado, a companhia de nossos amigos e nem o vício incurável que só a música nos oferece.

Sim, essa música que une gerações diversas, sejam elas “X” ou “Y”. Essa força imensurável feita de riffs e acordes. Essa canção que indaga a nossa cabeça ao questionar “I never want to act my age… what’s my age again“.

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