Percy Jackson e Os Olimpianos: O Ladrão de Raios

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Desde que assisti ao filme “O Ladrão de Raios” no cinema, em fevereiro de 2010, criei uma resistência automática à série “Percy Jackson e Os Olimpianos”, tamanha foi a decepção com o filme. Erro meu julgar que o livro seria tão ruim quanto o filme, tendo em experiência que nunca é.

O livro me surpreendeu, pelo tanto que me envolveu a ponto de eu não largar “O Ladrão de Raios” por três dias seguidos. A narrativa é cativante, empolgante e em primeira pessoa – você sabe tudo o que se passa na cabeça de Percy Jackson, e morre de curiosidade em imaginar os pensamentos de sua melhor amiga. É uma perspectiva que geralmente dá certo.

Percy é um garoto de doze anos que sofre de dislexia e déficit de atenção, além do histórico de expulsão de seis colégios diferentes. Quando termina o ano letivo, resolve viajar com sua mãe para uma cabana de praia onde ela conheceu o pai dele anos atrás. Na primeira noite, repleta de raios e trovões, uma série de eventos levam Percy Jackson a reencontrar um amigo do colégio, separar-se de sua mãe e ir parar em um acampamento de treinamento especial. Uma vez lá dentro, ele descobre que é filho de um deus grego – sua mãe teve um relacionamento com algum deus do Olimpo que ele não sabe quem é.

Após descobrir que um dos deuses proibidos de pular a cerca é seu pai, Percy é notificado de que alguém roubou o raio-mestre de Zeus e Percy, filho do deus suspeito de tapear Zeus, precisa ir atrás desse instrumento e devolver ao dono. O livro destaca o personagem provido de sarcasmo, que custa a acreditar que deuses existem e que estão vivos, mas parte em busca do raio roubado com seu amigo sátiro e a filha de Atena, Annabeth.

Por ser um livro infanto-juvenil, algumas identidades dos deuses não são completamente exercidas: Dioniso é mau humorado e ranzinza, porque lidera um acampamento de crianças e precisa cultivar morangos, ao invés de suas uvas, mas essa abordagem não é completamente ruim, ela é moderna. O acampamento é interessante e possui 12 chalés, cada um pertencente a um deus, que abriga ali seus filhos. Em geral o livro peca em detalhes, novamente em prol do seu público, que provavelmente não aguentaria mais de dois parágrafos falando de um galho quebrado na floresta como o mestre Tolkien faz. Resta ficar com a imaginação.

As comparações com Harry Potter são inevitáveis. Até o ritmo da história percorre um caminho já traçado por J.K. Rowling, mas é um livro indicado para quem gosta de fantasia, e mais indicado ainda para quem admira a cultura grega – os personagens não são fiéis, mas são modernos, e essa adaptação é intrigante. O livro bebe de uma fonte magnífica e infindável que é a mitologia grega e enriquece a obra, dando seu ponto de vista sobre a humanidade e valores sociais com uma abordagem diferenciada.

Ficha Técnica
Título: Percy Jackson e Os Olimpianos – Livro 1: O Ladrão de Raios
Autor: Rick Riordan
Série: Percy Jackson & Os Olimpianos
Ano: 2005
Editora: Intrínseca
Gênero: Fantasia
Número de Páginas: 385

Qual a minha idade, mais uma vez ?

De início, achei que meu primeiro post por aqui fosse ser relacionado a alguma referência punk, no bom e velho estilo Sid Vicious (Sex Pistols) ou Jello Biafra (Dead Kennedys) de chutar o balde. Depois pensei que, talvez, fosse alguma história sobre a fase adolescente, com os fones de ouvido a todo volume, descendo algum corrimão qualquer de patins e cantando “What’s My Age Again” do blink-182.

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